O Sonho como Instrumento Orientador

 

 

 

Os sonhos representam numa linguagem simbólica, o nosso mundo interno, o nosso self, que vem a ser a representação de Deus dentro de nós. É somente quando obedecemos ao nosso “mestre interno” que nossas vidas passam a ser harmônicas e cheias de luzes. Este não é um caminho fácil, mas é o que necessitamos para manifestar essa energia divina ou cósmica dentro de nós. O caminho é mostrado muitas vezes através dos sonhos, quando muitas vezes eles se tornam premonitórios. Analisando estes sonhos, vemos que eles vêm do inconsciente, que é o self e que segundo o escritor James Hill, “nada mais é do que a tradição chamou de Deus “ e segundo Whitmont, “os sonhos seriam a manifestação do centro orientador e ordenador da personalidade, o self”. Portanto podemos dizer que somos monitorados por Deus. Para que essa manifestação surja, torna-se necessário a pessoa que sonha ter que renunciar ao seu livre arbítrio, pois é preciso criar um vazio, o que é feito pela renúncia, para que o espiritual se manifeste. É no renunciar à opinião pessoal que se recebe a revelação da verdade. A maior renúncia que podemos fazer é a renúncia do ego. Isto consiste em não mais fazer só o que queremos que seja feito, mas sim desenvolver uma atitude de entrega a Deus. Só assim estaremos agindo de acordo com o mais elevado mandamento contido  na oração “Pai Nosso”, que é justamente o que diz:  seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu. Desenvolver a entrega, significa desenvolver uma fé profunda na vida, por maiores que sejam os obstáculos a serem enfrentados. E também percebermos que não estaremos sós e que o processo da vida é sempre ascendente.

 

 

Selma Di Iulio

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