A Auto-Estima

 

 

Muitos fatores contribuem para a diminuição da auto-estima, entre eles, o desemprego. Mas inerente a isso, ela está relacionada ao senso de dignidade de cada pessoa, isto é, a opinião que ela tem de si mesma como ser humano, independentemente de qualquer fator externo. Esta dignidade está mais relacionada a fatores intrínsecos de cada um, e não a fatores extrínsecos como ter ou não ter dinheiro, ser ou não ser famoso, ter ou não ter uma posição de destaque social. Depende sim, do que a pessoa é, seus valores pessoais e morais. A auto-estima é acima de tudo um aprendizado. Na infância os pais devem procurar ensinar à criança a lidar com seus sentimentos, a não se deixarem levar pelas emoções, a saber lidar com o fracasso e a superar os obstáculos que surgirem, de uma maneira calma, tranqüila e consciente, desta maneira, crescendo e amadurecendo. Os valores morais são adquiridos no meio social que cerca a criança e na maioria das vezes são herdados dos padrões de comportamento dos pais, que são em geral, o primeiro modelo das crianças. A auto-estima faz com que a pessoa saiba compreender, contemporizar ou condescender nas situações que lhe surjam, sem sacrificar o respeito próprio e a sua independência. Quando ela tem a auto-estima adequada, ela reconhece suas qualidades e seus defeitos, e não se sente culpada, não se apavora e não finge que tudo está bem quando na verdade não está. A pessoa aprende a se dominar e a lidar com situações negativas de uma forma construtiva e coerente. A alegria e o otimismo levantam a auto-estima, reforçando-a  positivamente nas situações adversas, deixando os sentimentos negativos fluírem com mais facilidade.

 

Selma Di Iulio

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