A Agressividade na Infância

 

 

Ultimamente tem havido bastante destaque na imprensa falada e escrita  sobre surtos de violência que tem ocorrido nos colégios, em diversos países do mundo, inclusive no Brasil. Esta violência gratuita geralmente tem sido praticada por crianças excessivamente agressivas, contra seus colegas, sem  que houvessem motivos aparentes para tanto e, chegando no limite extremo, até a ocasionar mortes.

O que vem ocorrendo? Quando se observa que a criança não consegue se concentrar e se adaptar na escola, tornando-se agressiva, isso na verdade pode ser um indício de que algo não vai bem com ela e,  normalmente é um reflexo da situação que ela vivência em casa.  A agressividade bem dosada é normal para que a criança aprenda a se defender e a se impor ao ambiente em que vive e se desenvolve. Ela é canalizada normalmente à medida que a criança amadurece psicologicamente. Mas quando essa agressividade se torna excessiva e aparentemente sem motivos no colégio, é bom se verificar o ambiente da criança em  casa. É um indicador de que tais crianças  não tem limites e, na maioria das vezes, elas se sentem negligenciadas e sem carinho dos pais. Estes muitas vezes não podem ou não são capazes de lidar com os filhos e delegam esta responsabilidade à terceiros, que podem ser empregadas que não sabem como lidar com eles, ou simplesmente colégios, que devem ser enxergados sempre como auxiliares e não substitutos da educação paterna.

Existe também o oposto que é tão nocivo ou mais que a negligência. É o caso dos pais extremamente rígidos, exigentes e violentos. A criança que é criada com tapas e castigos o tempo todo, torna-se agressiva, em represália. Ela precisa não só de um ambiente sadio, mas também saber que é amada, ser criada por pais equilibrados emocionalmente e que não lhes dêem mensagens com um duplo significado.

É importante haver incentivos positivos, isto é, elogios que enalteçam  as crianças quando elas fazem as coisas de uma forma bem feita. Em suma, a criança precisa saber que é amada e que os pais se importam e se interessam por ela.

 

 

Selma Di Iulio

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